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  • Gabriel Cardoso

Inspire-se com Empreendedores Sociais Brasileiros 4 - Thiago e Bruno [Baru]


Hoje continuamos a nossa série Inspire-se com Empreendedores Sociais Brasileiros, que já entrevistou agentes de mudança e transformadores como Rubenilson (Galt Vestibulares – DF), Gerson (O Que eu trouxe na bagagem? – RJ) e Renato (Nossa Cidade – MG).

Que tal conhecer um pouco da história de Thiago e Bruno, fundadores da Baru Design? Baru é uma árvore do Cerrado, local onde também nasceu o negócio social da dupla, que produz uma amêndoa deliciosa. Já a Baru Design produz móveis que se destacam não só pelo visual, mas também pela prática sustentável e inclusiva de sua produção. Estes são produzidos na cooperativa de ex-detentos Sonho de Liberdade, no Distrito Federal, com reaproveitamento da madeira de demolição coletada principalmente dos canteiros de obra da região.

​Thiago e Bruno, inicialmente vocês poderiam se apresentar para nós?

Thiago Lucas tem 30 anos e é formado em Design (Projeto de Produto e Programação Visual pela Universidade de Brasília – UnB) e Bruno Antunes, com 25 anos, é formado em Administração pela Universidade de Brasília – UnB

Como surgiu a Baru Design? Como foi o processo empreendedor?

Bruno: Nós trabalhamos juntos em uma incubadora social. Durante esse período conversávamos sobre a possibilidade de desenvolver um negócio próprio unindo a expertise de cada um, ou seja, Design e Administração. Depois de vários meses maturando essa ideia desenvolvemos a Baru com a missão de oferecer móveis únicos que se destacassem não só beleza, mas também pela sustentabilidade.

Qual a problema e a solução proposta pelo negócio socioambiental de vocês? Em linhas gerais, como funciona o seu modelo de negócio?

O nosso problema era agregar valor à madeira de demolição reaproveitada pela cooperativa Sonho de Liberdade e gerar oportunidades de desenvolvimento de uma profissão pelos cooperados. A solução para esse problema veio com o desenvolvimento de uma linha de móveis sustentável que utilizasse essa madeira.

E quais as principais dificuldades encontradas por vocês na abertura, manutenção e expansão do negócio? Que dica vocês dariam ao empreendedor social que está começando agora?

Por não possuirmos um grande capital para investimento, tampouco a cooperativa, nosso maquinário para produção é bem limitado, com isso dificulta a produção em uma série maior. Outra questão é a grande retração desse mercado nesse ano que freou nosso crescimento e gerou uma certa ociosidade em nossa produção, o que faz com que o marceneiro e outros envolvidos na produção do móvel se voltem para outras frentes de trabalho.

O discurso social também não é algo fácil para pôr em prática, por mais que a gente não acredite em outra forma de negócio, ter os lucros divididos de forma igualitárias entre todos envolvidos pela produção não é algo fácil para sustentar.

A dica que daríamos para quem está começando é procurar conhecer bem o mercado que está entrando e principalmente ter perseverança. Se empreender já não é fácil, desenvolver negócios sociais pode ser mais difícil ainda, mas também é muito gratificante.

Vocês poderiam elencar as três principais competências para ser empreendedor social no Brasil?

  1. Acreditar de fato no negócio social

  2. Perseverar

  3. Possuir Metas e prazos bem definidos

Algo muito importante também é saber desfrutar da caminhada, se você ver o caminho como algo penoso que só lhe dará frutos ao chegar no final sua jornada poderá não valer a pena.

Qual a opinião de vocês sobre esse novo movimento mundial em que a sociedade civil busca resolver os seus próprios problemas? Como o empreendedorismo social e os negócios sociais poderão contribuir para que o Brasil se desenvolva como nação?

Esse movimento em que a própria sociedade busca resolver seus problemas é essencial para o desenvolvimento. Os governos já estão abarrotados de obrigações que não conseguem cumprir! Quando a própria sociedade passa a resolver esses problemas não só o faz com a visão correta de quem vive aquele problema como também desenvolve um microgerenciamento dificilmente alcançado pelos governos.

O diferencial dos negócios sociais é o benefício gerado a todos os envolvidos! Quanto mais empreendimentos desse tipo existirem no Brasil, mais impactos positivos serão gerados.

Qual a principal satisfação pessoal e/ou recompensa em ser empreendedor social?

Nossa principal satisfação é saber que todos os envolvidos estão sendo beneficiados e valorizados da mesma maneira, o trabalho intelectual e o braçal possuem o mesmo valor.

Vocês podem compartilhar conosco uma frase inspiradora e uma dica de leitura?

“Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá. ” Charles Chaplin

Dica de Filme: “Quem se importa? ” Mara Mourão

Por fim, deixem uma mensagem final aos nossos leitores.

O caminho é difícil e todo dia nos perguntamos se vamos conseguir. A única certeza que temos é de saber que o caminho “tradicional” não nos atrai, de resto vamos buscando até ter certeza que encontramos o que nascemos para fazer.

Parabéns pelo trabalho! Desejamos muito sucesso a vocês!

Conheça um pouco mais da história da Baru Design entrando em seu site oficial!

Você conhece algum empreendedor social que deveria ter sua história compartilhada conosco? Envie a sugestão para gabriel.mudevoceomundo@gmail.com

E se gostou, claro, compartilhe!

Gabriel Cardoso

#inspiração #negóciosocial #empreendedorismosocial #entrevista

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