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Como o empreendedorismo social está hackeando o Brasil


empreendedorismosocialhacker

Segundo a Wikipedia, hacker é um sujeito que:

“se dedica, com intensidade incomum, a conhecer e modificar os aspectos mais internos de dispositivos, programas e redes de computadores… obtendo soluções e efeitos extraordinários, que extrapolam os limites do funcionamento “normal” dos sistemas.”

No imaginário popular, hackers são aqueles que conseguem invadir um sistema, ganhando acesso por caminhos não previstos e reprogramando o mesmo para que funcione de uma forma diferente.

Em inglês, a palavra “hack” é sinônimo de “gambiarra”.

Prancha hackeada, feita com garrafas PET

Vivemos em um sistema social que já não mais funciona. Me refiro a governantes que não representam, a escolas que desensinam, políticas sociais que perpetuam a desigualdade, bens públicos que são apropriados pelos privilegiados e saúde que vende comprimidos mas não cura.

O sistema funciona assim, ó:

O cara nasce em um ambiente hostil, sem saneamento, com escola fraca e o herói do sujeito é o cara do tráfico. Fora do morro, vai ter preconceito racial e social. Para empreender, não vai ter crédito para a grana inicial, mas impostos e burocracia. O que resulta desse sistema, você pode imaginar.

Esse sistema cheio de códigos de restrições, loops indesejados, vírus sociais e arquivos danificados está em todo lugar: nas escolas, hospitais, nas cidades pequenas e repartições públicas. O hacker social consegue acessar esse sistema, alterar alguns códigos na mente e corações das pessoas de modo a reprogramar como as coisas são feitas e assim obter resultados diferentes.

Abaixo, 6 sistemas falidos que estão sendo hackeados:

Sistema corrompido: mobilidade social

Hacker: Fa.vela.

O programa do FA.VELA vai ajudar 15 pequenos empreendedores a construir planos de vida para tirar os seus projetos e negócios do papel. O programa reúne um conjunto de estratégias de capacitação, ensino e geração de emprego e renda que são aplicadas em um ciclo de formação empreendedora e incubação de negócios/projetos com duração de 8 meses. O objetivo final é preparar os moradores para gerir as suas iniciativas com sucesso e dinamizar a economia local.

Conheci o João, idealizador do FA.VELA em uma palestra.

Ele é um cara nascido na favela, que montou um programa dentro do morro para hackear o sistema.

A idéia é montar uma incubadora e aceleradora de negócios da favela, mentoria, coaching para criar planos de vida e capital inicial. Com isso, dá para organizar todos os talen