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Os 3 primeiros passos para se tornar um agente de mudança


Por que nós, brasileiros, somos tão pouco envolvidos na solução dos problemas nacionais? Por que você convive com os problemas da sua cidade e nunca atuou para mudá-los? Por que somos tão bons em reclamar e tão ruins em solucionar?

Alterar três valores de referência que usamos em nosso cotidiano, pode ser o primeiro passo para se tornar um agente de mudança.

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Valores de referência

Nosso tão esperto cérebro cria alguns padrões, os famosos modelos mentais, que utilizam valores como referência para as decisões diárias que tomamos, fazendo com que poupemos energia e tempo. Logo nossas atitudes, ações e omissões, no dia a dia, são baseadas em tais valores de referência que servem como guias que nos conduzem e modelam o comportamento.

Aos poucos, passamos a nos vincular a tais padrões que se inserem e se misturam em nossa própria personalidade e inconscientemente passamos a nos identificar com eles. Eis que aqui surge a primeira grande dificuldade que temos para lidar com mudanças: atuar contra um valor de referência, arraigado em nossa personalidade.

Veja o exemplo: Por que é tão difícil fazer dieta? Porque quando fazemos, encaramos como um sacrifício! Você pode perceber que a palavra dieta carrega em nossa cultura uma carga negativa, de esforço e sofrimento. Isso ocorre porque nosso valor de referência diz que a função da comida é nos dar prazer. Logo, comer algo que não ofereça prazer é se sacrificar.

Se quisermos alterar um comportamento inadequado, uma sugestão é não buscar a mudança do comportamento em si – “vou parar de comer doces” – e sim visar a alteração do valor de referência ligado ao comportamento. Nesse caso, compreender que a comida tem a função principal de manutenção do bem-estar e da qualidade de vida – ao invés de prazer. Naturalmente passarei a encarar a alimentação saudável como algo natural e não como um sacrifício.

Mudei o valor de referência, mudei o comportamento.

Compreendendo o que são valores de referência, e como eles influenciam nossa rotina, podemos buscar alguns que estão arraigados em nossa cultura e que fazem com que o brasileiro seja, digamos, desligado dos problemas do próprio país.

Despretensiosamente, credito esse tipo de comportamento a três valores de referência incrustados em nossa sociedade, e que você precisa mudar, caso os tenha e pretenda se tornr um agente de mudança:

  • A referência que temos de responsabilidade.

  • A referência que temos de nossa influência na construção do futuro.

  • A referência que temos com os piores exemplos.

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1. A referência que temos de responsabilidade

“Todos somos responsáveis de tudo, perante todos. E eu mais que todos os outros”.

Fiódor Dostoiévski

Há um problema grave na sociedade brasileira: exigimos excessivamente Direitos e esquecemos, ou fingimos esquecer, de cumprir com os nossos Deveres. Muitos especulam que isso é fruto da Constituição de 1988, a chamada “Constituição dos Direitos”.

Ocorre que nós, cidadãos, possuímos igualmente Direitos e Deveres. E se possuímos Deveres, possuímos também responsabilidades: responsabilidade pelos nossos atos, por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, e responsabilidade pelos rumos da sociedade que vivemos; por nossa parcela de contribuição na sua construção ou destruição.

Quanto à responsabilidade individual, a primeira e urgente compreensão é que estamos onde estamos como consequência de todas as decisões que tomamos. Independentemente da situação que você tenha nascido, viva, ou esteja vivendo, você tem nas próprias mãos o poder de decidir o que irá fazer diante dela. E, certamente, colher as consequências de seus atos. Se vitimizar, ou aceitar que te vitimizem, é o primeiro passo para retirar de si a responsabilidade de conduzir e construir o próprio futuro.

Quanto a responsabilidade coletiva, nos é necessária a compreensão de que somos parte do todo, portanto precisamos contribuir positivamente em prol dele. Compreender nosso papel na sociedade e nosso quinhão de responsabilidade pela sua situação atual é algo que por vezes nos escapa. Somos, co