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6 formas de o Estado ajudar – ao invés de atrapalhar – os negócios sociais


A intervenção do Estado no dia a dia do brasileiro é tão forte que culturalmente não se imagina uma situação que possa ser diferente da que vivemos. Crescemos com a ideia de que o Estado é responsável por todos nós.

Tal influência do “Estado-babá” acabou transferindo para ele, ao longo das décadas, a responsabilidade que deveríamos ter de cuidar de nós mesmos e de nossa família, de ajudarmos aqueles compatriotas que necessitam e, principalmente, de sofrermos os resultados de nossas decisões – sejam eles positivos ou negativos. A grande influência do Estado infantiliza o brasileiro; perde ele, perde o país, e ganha a lógica estatal que precisa ficar cada vez mais forte e mais presente. “Quanto mais Estado, menos sociedade”.

O Estado poderia ter um papel mais nobre e eficiente, estimulando iniciativas individuais e facilitando a atividade empreendedora brasileira. A verdadeira intervenção estatal deveria existir em um novo sentido: ao estimular a responsabilidade individual e coletiva de todos; ao desfazer as amarras existentes no ambiente empreendedor; e ao facilitar a ação de negócios que possam gerar impacto econômico e social -– os negócios sociais.

Sendo assim, reuni seis breves sugestões para que o Estado brasileiro passe a ajudar a abertura e expansão dos negócios sociais brasileiros, ao invés de atrapalhar.

Vamos a elas:

1. Desfaça os nós: desburocratizando o Brasil

burocraciaempreendedor

A burocracia sufoca a sociedade e oprime o empreendedor brasileiro. O excesso de exigências e trâmites impostos pelos órgãos públicos e privados dificulta e encarece projetos e empresas de cidadãos brasileiros. A primeira grande ação que o Estado brasileiro deveria tomar, que contribuiria não só para empreendedores sociais, mas para todos os empreendedores brasileiros é uma profunda e verdadeira desburocratização.

É incrível a constatação de que somos o povo que mais empreende no planeta, mesmo tendo um dos piores ambientes de negócio do mundo (de 189 países estamos em 120º lugar). Imagine que transformação econômica e social ocorreria em nossa nação com a melhoria desse ambiente!

É fundamental que a abertura de uma empresa, a concessão de alvarás, o encerramento ou alteração de atividades, o recolhimento de impostos e todos os demais meandros que autorizam e suportam a existência da pessoa jurídica no Brasil sejam totalmente reformulados, a fim de torná-los mais flexíveis, ágeis e efetivos.

Se é necessário um curso para aprender como abrir uma empresa, há algo de muito errado. Qualquer cidadão deve ser capaz de compreender de forma clara e intuitiva os passos para empreender em seu país.

O empreendedor social já tem muita